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IndependĂȘncia do Brasil: O que aconteceu no dia 7 de setembro de 1822?

  • 7 de set. de 2023
  • 4 min de leitura

Atualizado: 1 de jul. de 2024

Por Giovanna Araujo | 07 de setembro de 2023 O Brasil nem sempre foi um país livre e o caminho até sua liberdade não foi fåcil. Alguns historiadores acreditam que essa história foi trilhada, e até conquistada, mesmo que informalmente, muito antes do grito de Dom Pedro I às margens do rio Ipiranga.

Pintura "IndependĂȘncia ou morte" de Pedro AmĂ©rico, 1888


A Coroa Portuguesa realizava vĂĄrias investidas para integrar o Brasil a Portugal, causando muita insatisfação e resistĂȘncia dos habitantes locais. Com a derrota de NapoleĂŁo Bonaparte, em 1815, essa voz para que o Brasil se tornasse independente de Portugal, acabou ganhando mais força, jĂĄ que, o motivo da vinda da Coroa Portuguesa para o territĂłrio brasileiro, foi a fuga da tensĂŁo entre os ingleses e franceses (liderados por NapoleĂŁo) que pressionavam Portugal a tomar um lado nesse conflito.


Com a derrota desse inimigo em comum, nĂŁo havia mais motivo para a corte residir o paĂ­s, mas Dom JoĂŁo VI gostava muito daqui e decidiu permanecer, elevando o Brasil a Reino Unido de Portugal. Os portugueses nĂŁo gostaram muito da ideia, se sentiam "traĂ­dos" jĂĄ que do dia para noite tinham sido abandonados e deixados a deriva dos franceses e ingleses.


Após uma leve restauração no país, os portugueses exigiam a volta de Dom João a Portugal, o fechamento dos portos às naçÔes amigas, cidades brasileiras deixariam de responder ao governo do Rio de Janeiro, acatando ordens somente de Lisboa (capital de Portugal). Com medo de perder seu posto de Rei, Dom João IV acabou voltando para Portugal, com 4 mil portugueses e todo o ouro contido no Banco do Brasil.

Retrato de D. JoĂŁo VI, 1817, por Jean Baptiste Debret

Com a sua partida, ele deixa o filho Dom Pedro I como prĂ­ncipe regente no "Reino Brasileiro", porĂ©m Portugal nĂŁo concorda com tal decisĂŁo e exige que ele traga seu filho tambĂ©m. Os brasileiros estavam em total desacordo com essa decisĂŁo, jĂĄ que, a volta do prĂ­ncipe significaria um retrocesso na histĂłria do Brasil, todo o avanço conquistado atĂ© entĂŁo seria em vĂŁo. A permanĂȘncia de uma parte da Coroa, trazia legitimidade para terras brasileiras.

Retrato de D. Pedro I, 1828 - 1830, por SimplĂ­cio Rodrigues de SĂĄ (AtribuĂ­do)


O povo então se une para não deixar que Dom Pedro I parta, enviando a ele um documento reunindo 8 mil assinaturas, no dia 9 de janeiro de 1822, o príncipe decide ficar, soltando sua famosa frase "Se for pelo bem e pela vontade geral da nação, eu digo ao povo que fico." marcando essa data para sempre, como o "Dia do Fico".


Ao declarar que não voltaria para Portugal, Dom Pedro I, começava então um período com muitas medidas separatistas, que visavam a separação do Brasil, de Portugal. Declarou guerra a todas as tropas portuguesas que chegassem ao "país", jå no exército, os que se recusavam a jurar fidelidade a si e ao Brasil, eram expulsos do país.


Dom Pedro precisava viajar atĂ© SĂŁo Paulo para fortalecer velhas alianças e conquistar novas, jĂĄ que muitos que integravam a elite nacional, se recusavam a cumprir ordens da capital brasileira. Temendo a divisĂŁo do paĂ­s em vĂĄrias repĂșblicas, enfrentou uma longa viagem de 6 dias a cavalo, partindo do Rio atĂ© SĂŁo Paulo, aproximadamente 1,3 mil quilĂŽmetros.

Pintura Caminho do Mar - Calçada de Lorena, por Oscar Pereira da Silva, 1826

Em sua ausĂȘncia, documentos de Portugal chegam, revogando todos os seus decretos e acusando de traição aqueles que estivessem do seu lado nessa revolta. Quem os recebe Ă© Leopoldina, esposa do imperador, que foi nomeada, pelo prĂłprio, como regente do Brasil durante sua viagem atĂ© SĂŁo Paulo. ApĂłs ler esses documentos, a imperatriz percebe o enorme risco de manter "relaçÔes" com Portugal e decide entĂŁo oficializar a separação entre os dois paĂ­ses, assinando, no dia 2 de setembro de 1822, o decreto que tornava o Brasil independente.

Pintura SessĂŁo do Conselho de Ministros, 1922 por Georgina de Albuquerque

Os documentos chegam atĂ© Dom Pedro I somente no dia 7 de setembro de 1822, por meio de um mensageiro, que o encontra no percurso de sua viagem pelo estado de SĂŁo Paulo, assim que lĂȘ as cartas e o decreto, Ă© dito que, Ă s margens do Rio Ipiranga, o prĂ­ncipe regente esbraveja a frase conhecida por todos: "INDEPENDÊNCIA OU MORTE!". A independĂȘncia do Brasil, foi reconhecida pelos EUA somente em 1824, jĂĄ a Inglaterra, por interesses econĂŽmicos, jĂĄ reconhecia, informalmente, o paĂ­s como independente, sendo responsĂĄvel tambĂ©m por mediar um acordo entre Portugal e Brasil, acordo esse que obrigava o Brasil a pagar 2 milhĂ”es de libras para Portugal, fazendo com que finalmente Portugal reconhecesse a independĂȘncia brasileira.

O Museu do Ipiranga hoje Ă© considerado o monumento mais importante de celebração a IndependĂȘncia brasileira. Trouxemos abaixo o link para a visitação online do museu, onde Ă© possĂ­vel fazer um passeio pelo prĂ©dio histĂłrico e ter acesso a alguns itens, imagens e quadros que fizeram parte da histĂłria do nosso paĂ­s, tudo isso sem sair de casa!!!



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